quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Parte 7

O lugar em que as Lakshmádyar viviam se modificava aos olhos dos diferentes seres, cada um via o lugar inconscientemente da forma que quisesse. Sendo assim, quando desmontaram os unicórnios, Tisaro explicou à Luna que tomasse cuidado com o que pensasse e sentisse, pois poderia influenciar na ‘miragem’ e no comportamento das feiticeiras, que eram capazes de ler pensamentos.
    Três figuras apareceram na frente dos visitantes. Lakyah, Kíryah e Ranyah. Os olhos de Luna viram três mulheres altas, de cabelos pretos longos e trançados, de olhares profundos e misteriosos, de cores diferentes em cada uma e com um perfume doce. Kyriah, de olhos vermelhos, disse lentamente:
    -Tisaro.. sua visita aqui só poderia mesmo ser por um motivo grande como este. Você nos trouxe uma humana...
    -Sim - ele respondeu - e ela não pode falar. Vim porque sei que podem me ajudar.
    -As Lakshmádyar não negam ajuda a nenhum ser de Livano.
    As três rodeavam a menina vagarosamente.
    -Sei que isso é verdade. Mas sei também que vocês têm seu preço.
    -Preço, não. Forma de agradecimento seria mais justo, já que estamos ajudando vocês, seres inferiores da dimensão.
Tisaro não expressava sentimentos, ele sabia controlar quase todos. Ranyah, de olhos verdes, tomou a palavra, com uma voz mais aguda e suave:
    -Você precisará agir rápido se quiser levá-la de volta à sua casa. Nós prevemos há 100 anos atrás que ela viria. O período de três luas é o seu prazo. Se você não conseguir, ela ficará aqui até o término do oxigênio, que lhe é um gás vital, e sufocará cheia de mágoa no coração por você.
    Lakyah, de olhos azuis, sussurrou no ouvido de Tisaro com a voz mais encantadora que seria possível escutar:
    -E você é um elfo da legião dos Noldyar. Não pode deixar que um humano morra com mágoa no coração por você... sua imortalidade corre perigo.
    Tisaro pensou antes de dizer qualquer palavra. Não havia outro ser que previsse o futuro em Livano e desconfiar delas não era apropriado, dada a falta de opções que tinham. As feiticeiras eram seres poderosos, porém muito sensíveis. Não gostavam de se sentir desafiadas ou menosprezadas e retribuíam tudo, tanto coisas boas quanto ruins.
Ele disse:
    -O que devo fazer?
    -Você escolherá por onde ir, mas deve chegar ao reino dos Viyanum, os anjos.  Eles a levarão de volta. Porém, vocês encontrarão: ‘ a papisa’, ‘o mago’, ‘o eremita’ e ‘os enamorados’- disse Kiryah.
Tisaro já sabia que elas utilizavam metáforas e que não adiantaria perguntar as respostas. Até porque, o tempo era curto.
    -Vá - disse Ranyah - você nos recompensará no futuro.
Eles montaram novamente os unicórnios e voltaram para “casa”, já tinha anoitecido e não valia a pena correr perigos de noite, além dos que correriam de dia, porque havia muito féu nos seres noturnos.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Wake the hell up!

Seríamos uma potência mundial tranquilamente se os brasileiros tivessem pelo seu país:


- a metade do amor que têm pelos seus times de futebol,

- a metade da preocupação que têm com a vida alheia,

- um décimo do fervor que têm por futilidades,

- a mesma iniciativa que têm para organizar festas,

- o mínimo de respeito que não têm com ninguém.

Isso sem citar o comodismo de querer que tudo caia do céu, de entender como certo qualquer coisa que ouvem ou leem, de não se darem ao trabalho de questionar, de não se preocuparem em buscar informações para saber se o fato do qual tomaram conhecimento é verdade. Se buscassem melhorias ao invés de absurdos, incentivos ao invés de difamações...

O mais engraçado de tudo isso é saber que muitos que lerem isso vão simplesmente passar os olhos sobre as palavras, sem refleti-las, internalizá-las. Talvez seja devaneio demais querer mudar, acordar as pessoas para o mínimo de realidade que nos cerca. Mas, sei lá, não custa tentar.

Acordem para a vida.

Sem mais.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Blindness

...E tudo que ele queria era parar de pensar nela, porém seus esforços pareciam ser em vão... todas as tentativas bobas de se distrair com um programa na tv, com uma musica do rádio, nada adiantava - tudo lembrava ela.
E também, como esquecer aqueles cabelos dourados, bochechas rosadas e olhos tão profundos, fascinantes e misteriosos quanto uma nebulosa de uma galáxia distante! O corpo frágil, o jeito único de ser onde misturavam-se sensualidade, inocência, segurança e alegria... "Como ela é linda! E como eu estou longe de um dia poder tê-la em meus braços..."
Uma Deusa, era como ele a via: um ídolo do qual idolatrava, alguém completamente intangível.
Era inexplicável sua felicidade ao vê-la, e como ficava sem palavras a todo momento que passava a seu lado, do qual só conseguia sorrir e ficar ali, contemplando sua beleza e seu brilho fantástico, e toda vez que ela o olhava nos olhos, o frio inevitável na barriga percorria todo o seu corpo fazendo-o tremer, gaguejar, paralizado em frente àquela que seria pra sempre sua Afrodite, mesmo que ela nunca viesse a saber disso.
Mas quando ela foi embora, finalmente se viu na melancolia de viver um amor sozinho... havia-se privado de viver e de sentir o que um dia sentira por aquela pessoa que agora lhe acenava um "adeus".
No entanto ele preferia assim, dessa maneira ninguém nunca tomaria o lugar de sua tão exuberante amada.
Mas então veio o desespero.
Via-se sem chão, nada mais fazia sentido, não encontrava motivos pra continuar ali, vivo, de pé, inerte, apenas ocupando espaço...
Seus pensamentos já não eram dos melhores, o raciocínio era fraco, encontrava-se de vez em quando em meio a seus sentimentos confusos, e percebia que tudo a sua volta eram agora simples detalhes, dos quais já não se importava mais.
Quase optou pela saída de emergência, mas covardemente não cortou a veia principal, e optou por deixar as gotas de sangue caírem suavemente enquanto as sentiam percorrer todo o caminho em seu corpo, até finalmente tocarem o chão.
No fim de sua sanidade seu amor doentio não o deixou morrer, fazendo de si mesmo um mero fantoche para suas brincadeiras de machucar um coração apodrecido.
Mais um retrato horrível de uma pessoa que deixou a possessão tomar as rédeas rumo à insanidade.
Por todo o sempre, a esperou.
Ela nunca mais voltou.
Ele jamais foi o mesmo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cicatrizes

Olá galera!

Não iria postar esse texto, mas muita gente pediu pra eu colocá-lo aqui. Então lá vai!

Se gostar, pode comentar^^

Ale.

---//---

As marcas ficaram em minha pele.
Lembranças registradas pela dor e pelo rancor.
Cicatrizes, chagas que fazem meu ódio explodir em lágrimas de sangue a todo momento que as encaro.

Aconteceu quando eu menos esperava. Havia algo de estranho no ar. Ouvi um pedido de socorro fazendo eco por entre os sons do pesado cotidiano metropolitano. Fui saber o que acontecia, afinal poderia ajudar.

Mas foi eu quem precisou ser ajudado.

Enquanto seguia o som da voz, senti repentinamente uma forte pancada em minhas costas.
Caí.
Me arrastaram para um carro e começaram a colocar em prática o plano já arquitetado há tempos: eu estava sendo sequestrado.
Nervoso demais, não conseguia colocar as ideias no lugar. Quando tentaram pegar meu dinheiro, cartões etc. eu reagi. Mas não conseguiria bater em quatro pessoas, e acabei apanhando feio. Após conseguirem minha carteira, desovaram-me - com o carro ainda em movimento - próximo a uma favela. Caí e rolei por vários metros no chão. Nesse momento, consegui minha cicatriz graças aos cacos de vidro que se encontravam ao chão.

Foram embora com meus objetos de valor.
Mas não foram tão espertos assim.
O plano não era perfeito.
Eu sabia quem eles eram.
Grande erro não estudar a vítima antes de executar o plano.

Comecei minha caçada. Um a um, busquei-os. Um a um, caíam aos meus joelhos, implorando misericórdia.
Obviamente, não obtiveram a resposta desejada.
Antes de abater a caça, apresentava minha cicatriz.
- Isto aqui foi culpa sua. Vim agradecer.
A melhor parte era olhar nos olhos deles e enxergar a última chama de esperança se extinguir e o brilho simplesmente se perder por entre as lágrimas de arrependimento e desespero tardios.

Um dia, sei que vou revê-los.
Um dia, o lugar onde agora estão abrirá as portas pra mim.
Quando isso acontecer, meu jogo continuará.
As cicatrizes são para sempre.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Que música te faz voar?


Ao som de meus batuques, sinto-me livre.

Sinto-me leve, capaz de bater asas para qualquer lugar do universo.

A música me faz levitar, crescer e esquecer. Esquecer os problemas do dia-a-dia, esquecer o estresse e a correria.

É como se me transformasse, como se a melodia me tirasse para dançar.

E danço, balanço cabelos e corpo sem vergonha ou timidez, deixo-me ser guiado pelo ritmo, pelo momento único que dura minutos, silencia-se por segundos, e volta a hipnotizar-me por tempo indeterminado.

É como se eu não precisasse de mais nada. Nem comida, nem dinheiro, nem trabalho. Aquele momento, por si só, preenche-me e sacia todas as minhas necessidades.

A música é amiga, é conselheira, é fiel e compreensiva. Quando batuco na mesa, ela me responde com invejável reciprocidade. Quando passo meus dedos nas cordas do violão, elas imediatamente deslocam o ar e produzem soberanamente sons que parecem sorrir, tamanha leveza como soam.

A música une, tranquiliza, emociona, ressucita. Cada acorde e nota musical é um pedido para que eu pare e escute o que há para ser dito por todo aquele amontoado de lálálá.

Obedeço sem pestanejar.

Quando menos espero, estou a cantarolar e seguir o som, girando e girando involuntariamente rumo ao samba de fundo de quintal, onde encontro gente de todo tipo – velho, novo, pobre ou rico – fazendo do lugar um palco pra quem quiser saborear tanta alegria.

Que música faz você voar?



Me dá vontade de viver (...) Me dá vontade de cantar, de rir, de ser feliz! Me dá força, me dá fé.


Música. Aumente o som e cante como quiser! Sem vergonha nem pudor.  =D



(fotos por Renata Teixeira – www.flickr.com/photos/bordadadeflor)

sábado, 11 de setembro de 2010

Parte 6

Bom, vou postar a parte 6 também já pois acho que ficarei uma ou duas semanas sem postar nada.

Até mais!

Ale.

-///--

Luna ficou pasma. Unicórnios? Feiticeiras? Por um segundo, sentiu suas pernas bambearem. Deu alguns tapinhas no rosto e beliscões no braço. Só poderia estar dormindo! Logo que ela acordasse, se veria encostada na árvore, com seu livro ao lado.
    Mas isso não aconteceu.
    Tisaro fez um movimento com os braços, e balbuciou algo que ela não compreendeu bem. De repente, dois unicórnios de pelo branco, visivelmente robustos, galoparam numa velocidade estonteante até o lugar onde Luna e eles se encontravam e pararam exatamente em frente às mãos de Tisaro.
    Ela quase caiu pra trás.
    -EU NÃO VOU ANDAR NUM TRECO DESSES! – diria ela se pudesse. Ainda assim, por gestos, Luna fez questão de transparecer que não estava nada feliz com a ideia de andar a cavalo, ainda mais um que tivesse um chifre daquele tamanho. Percebendo o que se passava, Tisaro tratou de acalmá-la:
    -Calma, não há o que temer. Eles são dóceis, fiéis e confiáveis. Carregam grandes pesos e cavalgam numa velocidade sem igual! Vamos, quero chegar lá o quanto antes.
    Ela não tinha escapatória, o que poderia fazer? Montou no gentil animal, que se curvou para facilitar sua montaria. Tisaro habilmente montou em cima de outro, e logo estavam a caminho das feiticeiras.
    No caminho, pôs-se a imaginar como seriam as tais feiticeiras. Já havia lido vários contos e histórias sobre literatura fantástica, e sempre se fascinava com essas criaturas. O unicórnio, outro grande personagem em suas literaturas, realmente era rápido. Luna mal conseguia abrir os olhos em razão do grande vento que batia em sua face. Segurou bem forte no pescoço do animal, fechou bem os olhos e deixou-se levar para onde quer que eles fossem. Ela precisava confiar em Tisaro, não havia outra opção senão essa. Podia ouvir o unicórnio ao lado do seu galopando, o que a fazia lembrar que seu amigo não humano estava ali também. Isso a confortava, pois tinha muito receio de que em algum momento ele simplesmente virasse as costas e fosse embora, e se isso acontecesse, ela provavelmente estaria perdida ali pra sempre. Ela só não sabia que Tisaro era um elfo, e que todos os de sua legião, os Noldyar, eram os seres mais confiáveis em toda Livano.
    - Estamos quase lá! - Gritou Tisaro.

Parte 5

Olá!

Fico feliz por saber que há pessoas acompanhando bastante o que faço, muito obrigado! =D

Sintam-se livres para deixar algum tema para um próximo texto, ok? (só texto mesmo pq to com 2 short stories pela metade... =S)

Aí vai a parte 5. Até mais!

Ale^^

---//---


O dia já estava terminando e ele a levou de volta para “casa”. Desta vez, acendeu uma fogueira e ela observou o lugar. Era aconchegante, o chão parecia uma grama fofa apesar de ser dentro de uma montanha, não havia móveis, só a fogueira, esse chão estranho, e no teto havia cristais. Tisaro disse:
    - Estava aqui pensando, e já que vamos ter que conviver até descobrirmos como você sai daqui, sem contar que agora sou seu guardião, mesmo não querendo (pois corro um risco muito grande), acho que vou te dar um nome temporariamente até você me falar o seu. Tudo bem?
    Ela levantou os ombros como se não ligasse e balançou a cabeça para um lado e para o outro, como que dizendo “depende”.
    - Você não conhece nomes comuns aos Noldyar....então...já que estamos para entrar no período de três luas, seu nome será Luna.
    Ele nem esperou por resposta, virou de costas e foi pegar alimentos.
    Ela não achou de todo o mal, de qualquer forma. E também, que diferença faria? Ela se sentia muito sozinha, diante da situação inenarrável, e sentia muita falta de sua família. Luna pensou: Esse ser estranho tem sido bom comigo...mas estou muito vulnerável aqui, meu Deus, que será de mim? Espero que ele continue me protegendo e me ajude a voltar pra casa, que é tudo que eu mais quero. Que tipos de criaturas estranhas existem aqui? Ele TEM que me proteger, e eu não tenho outra opção.
Ela estava se conformando com a situação e começou a raciocinar. Era uma moça muito inteligente, só estava muito nervosa. Começou a ver o lado menos pior de estar ali...que talvez aprendesse bastante com aquele povo, e naquele lugar. Claro, voltar pra casa era seu objetivo, e não desistiria antes de conseguir. Mas aquilo tudo era muito incrível, uma experiência única, ela escreveria um livro quando voltasse pra casa.
Isso a animou um pouco e agora começou a reparar  de verdade nas peculiaridades que via, na ‘amizade’ que estava criando com aquele ser ‘superior’. Não aguentou o cansaço e a rapidez que sua mente estava e dormiu.
    No dia seguinte, Tisaro disse:
    - Vou levá-la às feiticeiras Lakshmádyar. Elas não são os seres mais confiáveis, mas são muito intuitivas e preveem caminhos, só devemos saber lidar com elas. Podem nos ajudar a trilhar nosso desafio de descobrir como você voltará. Venha, nós vamos com os unicórnios.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

(in)sanidade

Ela está morrendo.
Não consegue mais fugir de tudo aquilo que a leva à insanidade.
Triste, vazio, como definir o que seus olhos passam?
Remédios já não são fortes o bastante, os cortes já são fundos demais.
Caída, suas forças somem ao tentar rastejar-se até a saída mais próxima.
Tudo começa a girar, então pela primeira vez, sente estar morrendo de verdade.
Seus sentidos ficam falhos. Não consegue ouvir nem enxergar direito... Nem mais sente a dor dos cortes...
Sente uma paz passageira.
Apenas passageira.
A dor volta.
Seu estômago dói muito; ela se contorce e tenta gritar, enquanto sua pele vai perdendo a cor, ao mesmo tempo em que se mistura ao vermelho de seu sangue, que ainda brota de suas tentativas sem sucesso de aliviar o peso do mundo dando vazão àquilo que lhe dá a vida.
Arrepende-se.
Tarde demais.
Não há ninguém em casa, não há ninguém por perto.
Sente frio, sente medo, quer mais do que tudo voltar no tempo, quer tentar de novo, quer uma nova chance.
A dor já é insuportável.
Então chora como uma criança, desesperadamente.
E nada mais sobra.
Apenas carne.
Um corpo sem vida.
Uma vida de dor.
A dor da escolha.
A escolha do caminho.
O caminho sem volta.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"A fé que você deposita em você"

Talvez seja normal para alguns.
Mais difícil para outros.
Falando por mim, acho que minha experiência de vida e os tantos 'até logo' que já dei acabaram calejando minha mente pra momentos assim.

Mas não escrevo para falar de mim hoje.

Escrevo para dizer que, quando estamos prestes a mudar nossas vidas, necessitamos do dobro de coragem que um dia já pensamos ter. Precisamos estar centrados, focados no objetivo a se conquistar e seguir em frente com passos firmes e bem direcionados.

Tudo muda: o ar, o ambiente, o seu dia, a sua noite, as pessoas à sua volta, você mesmo. É preciso ter pulso firme e encarar de frente todas as consequências de cada escolha que faz, e estar ciente que o caminho poderá se tornar mais estreito, obrigando você a deixar algumas coisas pra trás se quiser continuar. É preciso ter a certeza de que é para o melhor, de que isso te trará ótimos resultados e que, por mais difícil que seja, você estará encerrando um ciclo.

Mas estará iniciando outro totalmente novo.

E não há nada que empolgue mais o ser humano do que um novo ciclo, cheio de novas oportunidades, novos momentos. Uma trilha que você escolheu. É de se orgulhar ver tudo o que fez pra chegar onde chegou e olhar pra trás, sorrindo, por tudo que construiu e viveu.

Saudades. Esse sentimento companheiro que nos consola e nos faz sorrir e chorar estará presente em mais um pequeno espaço que reservo para os que realmente valem a pena.

Por fim, espero que todos nós possamos trilhar nossos caminhos da melhor forma possível, conseguindo alcançar nossos maiores objetivos, SEMPRE!

Não estou triste. O momento é de festa.
Uma vitória pra quem parte.
Um "boa sorte" de quem fica.


Um misto de doçura e loucura.
Amizade é um sentimento engraçado que, de fato, amo sentir.




 I want you to fly high, my little friend. I'll be here cheering for you and ready to help at any time you need.
By the way, don't you dare to forget us all! =D







Esse texto não era pra falar de mim. ¬¬

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

A volta


É preciso muito mais que apenas acreditar. É preciso correr atrás.
Não há tempo pra lamentações ou desânimo. Se você tem todas as ferramentas em mãos, e se tudo está bem encaminhado, significa que está muito próximo do momento de redenção.
Não se preocupe tanto com o que acontece contigo, ou com o que deixa de acontecer. Tudo isso são pequenos testes que, se perseverar, colherá frutos fantásticos!
A vida está toda aí na sua frente, e tudo que tem que fazer é vivê-la sem receios. Pode ser difícil no começo, mas quando menos se espera o sorriso se estampa naturalmente em nossos rostos.
Por fim, caso você caia e se machuque, nem ligue! Levante-se e continue caminhando. As cicatrizes são provas de tentamos, erramos e crescemos.
Nada será como ontem, e o amanhã tem tudo pra ser maravilhoso!
As estrelas brilham em tom convidativo.
A lua parece sorrir.
Por que se sentir mal, quando dá pra se sentir bem?
Vivamos o presente e saibamos apreciar os segundos que passam por nós.
Temos tudo que necessitamos, e o universo conspira a nosso favor a todo o momento em que nos dispomos a tentar vencer!
Só depende da gente, tão unicamente da gente.


Vontade inigualável de sentir a brisa vespertina na pele e engolir o mundo inteiro numa só mordida!


Enfim, (ah, enfim!) sinto-me incrivelmente v-i-v-o.


Lights are shinning bright, my dear, and that’s just the beginning. =D

Parte 4

O velho ancião chamava-se Bog Dornol. Tinha pouco menos de um metro e meio e já tinha perdido a conta de sua idade quando fez 253 anos.
- É magnífico! Mas como ist..digo... ela veio parar aqui?
- Para isso eu não tenho explicação, é impossível que seres humanos habitem nossa dimensão.
Os dois olhavam atentamente para a garota. Ela, por sua vez, não parava de se perguntar como eles falavam a mesma língua que ela, que história era essa de outra dimensão e, principalmente, por que ela não conseguia dizer uma só palavra!
- Preciso voltar à minha tarefa. – Disse Sr. Dornol – quanto à ela, não pode continuar aqui. Descubra como ela entrou, e faça-a sair!
- Mas como? Ela não pode falar uma palavra sequer, como farei para achar o lugar por onde ela entrou? –Disse o jovem ao velho ancião. Mas este já estava fazendo seu caminho de volta à gruta de onde saiu, e parecia recusar-se a responder a qualquer outra pergunta. O jovem então decidiu apresentar-se, pois havia se dado conta que a garota agora estava mais confusa que nunca, e temeu por ela querer fugir, ou até mesmo entrar naquele estado de sono profundo (como ele mesmo denominou) que estava no momento em que a encontrou no chão. Chegou mais perto dela, e disse com clareza e calma:
- Bom, que falta de atenção a minha! No meio de tudo isso, esqueci de explicar-lhe algumas coisas... mas eu não fazia idéia do que você era, jamais havia visto um de vocês antes. Você deve estar confusa, não é?
Ela fez que sim repetidas vezes. Ele não entendeu muito bem o que aquilo poderia significar, mas continuou:
- Meu nome é Tisaro Alkug, da legião dos Noldyar. Este lugar maravilhoso é Livano, o mais belo de todos os mundos! Pelo que o Sr. Dornol disse, você é capaz de me entender. Isso provavelmente é devido à minha capacidade de adaptação ao ser próximo. Por isso você deve me ver e me ouvir como se eu fosse um dos seus. Tudo aqui funciona assim. É um mistério pra mim você não conseguir falar, porém conseguir ouvir e entender o que digo. Poucos são aqueles que cruzam as barreiras dimensionais, e os que o fazem sempre são seres superiores. Surpreendo-me por estar aqui.
Ela franziu a testa. Ele acabara de dizer que ela era um ser inferior! Tentou balbuciar algo, porém não obteve sucesso. Ele continuou.
- Precisamos achar alguma maneira de te levar de volta ao seu mundo. Mas, sinceramente, não sei nem por onde começar!

domingo, 11 de julho de 2010

Contratempos / Parte 3

Olá pessoal!
Perdoem meu sumiço, estou com alguns contratempos, mas não vão durar muito mais. Logo retornarei ao meu projeto - a nova short story - para, quem sabe, postá-la aqui. =]

Por enquanto é isso, segue aqui a parte 3 da short story de literatura fantástica.

Abraços!

Alê^^

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Quando amanheceu, ela acordou. Estava num lugar escuro, em que se ouvia o barulho de água correndo. Ela tateou o chão e seguiu um raio de sol que levaria para alguma saída. Quando a luz foi ficando mais forte, quase caiu. A saída dava pro alto de uma montanha e lá embaixo havia um rio. As coisas estavam cada vez mais estranhas, nenhum humano conseguiria subir ali sozinho. Mas o lugar era lindo e ela não parava de olhar aquela paisagem, até que ele apareceu na sua frente, escalando a montanha.
-AH!- ela tentou gritar, mas estranhamente não saiu som nenhum.
Ele fez um gesto com as mãos, pedindo calma e chegou mais perto, mas ela se afastava, engatinhando de costas no chão, até que encostou numa parede. Ele se aproximou com muita cautela, pois ainda não era possível enxergar muito bem. De repente, ela conseguiu ver os olhos dele. Era um olhar penetrante e emotivo. Ele esticou a mão, queria levá-la para outro lugar, ela continuou receosa. Então, eles continuaram se olhando, até que ela se acalmou. Ele a pegou no colo com cuidado e desceu a montanha em segundos. Quando eles pisaram no chão, ela se afastou e olhou pra ele, na luz. Ele parecia humano, e como a poeira cósmica já tinha saído do seu corpo, tinha cor de humano também. Só que ele era muito forte, rápido e ágil pra ser um humano. Ele também observou, achou que ela era muito frágil.
Ela tentou falar de novo e nada. Ele a pegou pela mão e a levou para um lugar perto, que parecia uma gruta. No caminho, ela não conseguiu prestar atenção em nada, estava muito confusa. Ele a fez parar, fez sinal que esperasse e fechou os olhos. Um ser muito parecido com ele, porém bem baixo e aparentemente bem mais velho chegou naquele local. O velho olhou para ela e curiosamente na mesma língua, falou pausadamente:
- Ela é um ser humano.
- ISTO É UM SER HUMANO?
- Sim. E é “ela”, não “isto”, nem “ele”.
- Então ela está....
- Exato. Não pode falar, mas pode ouvir.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Entrelinhas

Apresse-se, seu gosto não ficará em mim por muito tempo...
Nem sempre aquilo que quer é aquilo que vai ter.
E sabe por que?
Porque a injustiça mora em você, e sendo assim, nada mais justo que o injusto a ti.
Nada mais certo que a incerteza. Nada mais excitante que o tédio.
Você está morto em vida, como não pode ver?
Quantas vezes tentou se enganar ao ver o reflexo no espelho entregando um alguém que luta arduamente pra se manter de pé?
Por que insiste em continuar?
Qual sua meta? Até onde quer chegar? Será que vale todo esse esforço?
Fique em sua poltrona confortável vendo a vida passar e esperando a morte chegar, já dizia um sábio cantor.
A vida é muito mais que esse quarto cinza no qual você se encontra toda vez que se perde e se prende em si.
Enjaulado em seus pensamentos, não vê como o azul desse céu é tão diferente de qualquer outro, não enxerga a imensidão de todo o momento que poderia estar vivendo, em um lugar em que o Sol brilha soberano, e esquilos correm por todos os lados de forma desorganizada e natural.
Apresse-se, seu tempo está pra acabar. Logo logo, não fará mais parte daqui.
Já não verá as árvores laranja-vermelho-marrom-outono, muito menos o branco-inverno que te arrepia quando você o toca, o vê, o sente.
Há muito mais numa nuvem que em seus olhos vazios.
Seu tempo está acabando, o que vai fazer?
Vai ficar aí parado enquanto a vida passa por você,ou começará a agir se fazendo presente aos momentos que clamam serem vividos como se fossem únicos?
Em algum lugar em ti, tens a certeza de que realmente seriam únicos os momentos ali vividos, e que nada levaria de lá além das lembranças.
Mas do que você consegue se lembrar agora? O que sente ao ver que muito se foi e pouco se guardou?
Quantos muros ainda consegue derrubar sem que pra isso tenha que parar em frente a cada um deles e derramar litros e litros de angústia e desespero?
Por que faz de tudo, algo assim tão complicado?
Perguntas, perguntas, perguntas..
Por que você não olha pra si mesmo e vê esse tão conturbado estado de espírito desvanecer aos poucos, juntamente com seu brilho e sua fraca percepção do que é vida?


Quer saber?

Cale-se.


Ninguém mais vai me dizer o que sentir.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Parte 2

Olá! Como prometido, posto aqui a parte 2 hoje. Mas digo logo: aqueles que não gostam de literatura fantástica não vão gostar muito do que está por vir nesta história.

Minha nova short story tá ficando legal! VAi ficar gigantescaaaaa e demorará alguns meses pra ficar pronta, mas tenho certeza que vai ficar muito boa. Só adianto que será uma história totalmente diferente desta aqui. Estou ansioso para ver o resultado! =P

Até mais, abraços!


-//-

PARTE 2

Ele parou de supetão, e estranhou aquele ser ali no chão. Nunca havia visto algo assim, e pôs-se a analisar mais de perto tal criatura.

A pele era macia, rosada, a face expressava certa angústia, os cabelos eram da cor do sol. Estava ficando tarde, e o lugar onde estava não era o mais seguro após os últimos raios de sol deixarem de iluminar o solo. Por causa disso, resolveu ir embora.

Mas, quando estava quase deixando o lugar, algo não o permitiu. Em algum ponto dentro de sua mente, sua consciência dizia que não deveria deixar aquela miserável criatura ao relento, ou então não sobraria nada dela pela manhã. Então, com sua força sobre-humana, levantou-a como se fosse uma folha que havia caído de uma árvore, colocou-a em seu ombro e a levou para aquilo que chamaríamos de “casa”.

No caminho, via as estrelas cadentes cortarem o céu inúmeras vezes, como o de costume. “Como é lindo”, pensou. Ultimamente vinha olhando o céu constantemente, já que o período de alinhamento das três luas estava para acontecer dentro de poucos dias. Adorava a natureza e o universo, e passava horas a fio a admirá-los, filosofando sobre cada ponto a brilhar naquela imensidão sem fim. Com sua sensibilidade, sentia até mesmo a poeira cósmica banhar-lhe o corpo, que era de uma cor esverdeada, sem exageros em relação aos músculos, apesar de sua enorme força.

Estava no meio do caminho. A criatura ainda não havia demonstrado nenhum sinal de vida. Começou a imaginar se aquela, aquilo, seja lá o que for, era feroz, dócil, se falava, se poderia entendê-lo caso quisesse se comunicar. Nunca havia visto nada igual, e milhares de pensamentos vagavam em sua cabeça. Queria saber milhões de coisas, principalmente como aquele ser havia conseguido chegar ali.

Finalmente chegou onde queria. Acomodou seu hóspede de maneira cautelosa, e quando teve total certeza que ela já não corria risco algum, saiu em busca de alimentos.

A noite foi passando.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

(des)encontros

“Ah, a vida!”.
Encostada em uma árvore num campo meio aberto, uma pequena garota de cabelos loiros a deslizarem sobre seus ombros, como numa dança ao som do mais belo riso dos ventos, estava a pensar. Seu rosto tinha uma expressão nostálgica, e seus olhos azuis brilhavam em vermelho, da cor do céu de mais um pôr-do-sol.
Ali, a imaginar o dia mais feliz de sua vida, o dia em que sonhava poder finalmente abraçar a quem a esperava, e então nos braços dele poder dizer tudo o que sentia, o quanto rezou para aquele dia chegar, o quanto queria que aquele momento fosse eterno. Fazia planos, inventava mil maneiras diferentes de surpreendê-lo quando o dia chegasse. Queria enfim, parar de apenas sonhar com momentos como aquele e vivê-los um por um, em todos os detalhes.
Mas não podia mais. A vida lhe tinha sido má, e não cansava de lhe pregar peças. Agora só teria consigo as lembranças de algo que nunca aconteceu. Não mais teria a chance prometida, não mais conseguiria cumprir suas promessas e juras apaixonadas. A idéia do “pra sempre” então havia acabado.
Como esquecer as palavras doces e singelas? Como enterrar um sentimento que lhe fazia arder por dentro, que a fazia sentir-se diferente, única?
Como aceitar a idéia terrível do fim?
Quando recebeu a derradeira notícia: “Ele já não está mais entre nós”, não conseguiu se mover por uns instantes. Atônita, pegou todas as cartas recebidas, todos os presentes e fotos, e saiu pela porta de sua casa, sem nem mesmo saber para onde ir.
Caminhou por horas e horas, quando no fim da tarde encontrou este bosque de beleza inimaginável no qual se encontrava desde sabe-se lá quanto tempo. A brisa acariciava seu rosto triste. As folhas caíam ao chão para lhe fazer companhia em meio a flores que se prestavam a consolar a pequena menina, de cabelos agora alaranjados graças ao Sol que descia para dar lugar à noite. Sentou-se próximo a uma grande árvore. Via o rosto dele em todas as nuvens que olhava.
E então chorou. Gritou, levantou-se e correu. Depois de um tempo, cansada, deixou-se cair por entre as flores. Suas lágrimas quentes percorriam seu rosto. O céu, companheiro, chorou juntamente com ela. A chuva se misturava com suas lágrimas, e então chorou mais e mais. Não entendia por que aquilo estava acontecendo com ela, por que estava sendo privada daquela felicidade, e o que enfim ela faria dali para frente.
A chuva aumentou.
A tristeza e a dor se juntaram, viraram ódio.
Agora, suas mãos sujas de barro arrancavam as flores que estavam ao seu lado com ferocidade. Gritava, urrava que nada mais merecia a vida, nada mais merecia ficar de pé. Desesperada e apavorada, via raios e trovões cortarem o céu profundamente e caírem por algum lugar próximo. De seus braços, o sangue brotava, graças aos espinhos das flores que ela continuava a arrancar.
Sua face agora era de uma expressão amarga, insana. Era capaz de qualquer coisa naquele momento, havia deixado seus pensamentos e sentimentos destruidores tomarem conta. Já não sentia dor, tristeza, medo.
Gritou com a alma o mais alto que pôde tudo o que já havia pensado em fazer antes. Tateando seu bolso, sabia de algum modo que aquele objeto que havia levado com ela lhe serviria para algo.
Já não chorava mais.
Com um sorriso estranho no rosto, pegou o que sobrou de si e caminhou. Andou até aquela mesma árvore onde havia assistido ao crepúsculo. Ela estava em chamas! Um dos raios a havia acertado.
Seus olhos brilharam novamente.
“Já estou indo, meu amor”.
Foi quando cravou seu destino em seu coração. Num último instante, pôs-se a pensar, e pensar, e imaginar.
E sorriu seu último sorriso.
E derramou sua ultima lágrima.
E caiu ao chão sua última gota de sangue.
Rosas vivas, banhadas num tom vermelho-escarlate.
Um funeral perfeito.



Ah, a vida.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Parte 1

Estava sentada na grama, lendo “A morte de Ivan Ilich”. Fazia um frio que cortava a pele do seu rosto delicado. Ela fechou os olhos por um instante, sentiu o sol esquentar um pouquinho. Foi quando ouviu um sussurro. Olhou para trás e viu pessoas andando, mas muito longe dela. Teve sensação de dejavu. Sentiu um arrepio. Deixou pra lá e voltou ao livro:
“Eu não existirei mais, e o que existirá então? Não existirá nada. Onde estarei então, quando não existir mais? Será realmente a morte? Não, não quero.”
Lembrou as palavras da última aula de literatura: “toda busca pela vida termina em traição”. Encostou a cabeça na árvore e pensou no que será que faltava pra completar o vazio quer sentia. Ao mesmo tempo, tinha medo de descobrir, medo da frustração. Porque sonhava muito e todos dizem que quem sonha muito, se decepciona mais. Resolveu não pensar nisso.
Como estava escurecendo, achou melhor levantar e ir pra casa. Esfriava mais. Arrumou suas coisas, pôs a mochila nas costas, mas levou o livro na mão. Andava pulando os galhos no caminho, e ouvindo o barulho de pisar nas pedras. Ria, sem nem perceber se havia gente por perto, e ia cantarolando uma música em pensamento.
Andou, andou, andou até que se deu conta que estava perdida. Onde estaria afinal? Costumava andar naquele parque desde criança, mas não conseguiu se lembrar de já ter passado neste lugar alguma vez. Eram muitas árvores, à esquerda e à direita. Estava sozinha e conseguia ouvir sua própria respiração, em meio a um silêncio medonho. Já estava escuro, ela mordeu o lábio de apreensão. Pensou: “não é possível, sempre vim aqui, só não estou lembrando o caminho.” Mas, quando deu meia volta, havia tantas árvores e mato que era como se não tivesse passado por ali há poucos instantes. “Como isso?”. O jeito foi dar meia volta de novo e andar.
Porém, estava ficando cansada e com frio. Seus olhos lacrimejavam e a ponta de seu nariz ficou vermelha. Aquele caminho parecia sem fim... Olhou para o céu, viu muitas estrelas, como as estrelas de Bandeira, tão frias e inatingíveis...
Ansiosa, só conseguia pensar em chegar em casa e começou a se preocupar. Seus pés doeram e subitamente sentou ali mesmo, no meio do nada, no escuro. Ninguém por perto, aquele silêncio. Deu um desespero! Colocou as mãos no rosto, em forma de concha e chorou.
De repente, ouviu passos rápidos. Seu coração disparou e a respiração ficou ofegante. Olhou pros lados sem parar. Os passos ficavam mais altos, algo ou alguém chegava mais perto. Abraçou as pernas, encolhendo-se. Quando os passos já estavam muito próximos, levantou. O livro caiu de suas mãos e sentiu desmaiar. Ela o tinha visto.

A história sem título

Olá,

A partir de hoje, começo a postar uma história que estava escrevendo com uma amiga minha. Ela ainda não tem fim, mas espero terminá-la brevemente.

Espero que gostem!

Abraços,

Ale^^