quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Depende dos olhos de quem vê

Certas pessoas simplesmente não nasceram para vencer.
Possuem quase tudo o que necessitam — falta coragem.
Quando o caminho se abre, tropeçam em si mesmas. Quando há uma pedra no meio da caminhada, então, afundam suas cabeças o mais fundo possível no chão, para se pouparem de ver a desgraça que pensam estar por vir.
Já é hora de acordar para a vida, para o mundo. Já é mais que hora de começarem a andar com seus próprios pés.

(Perdem-se constantemente em meio a problemas que eles mesmos criam)

Precisam buscar suas identidades, suas personalidades caídas e escondidas em algum lugar de seus odiosos âmagos.
Por quanto tempo mais ficarão dormindo e chorando em seus tão nauseados e inefáveis pesadelos?
Por quanto tempo ainda ficarão construindo esse muro de infinitas lamentações?
O mundo te convida a caminhar. E a vida, acredite, está cansando de te esperar.

A decisão é tão somente sua.
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Lágrimas correm por minha face. A dor às vezes toma conta de mim, não tenho para onde ir, não sei mais o que fazer.
Por que tudo se volta contra mim a todo o momento que tento fazer da vida um lugar melhor para se viver?
Por que as cinzas do céu ofuscam tanto meu sol?
Por que essa cidade morta parece me puxar cada vez mais para seus bueiros?
Com minhas vontades e esperanças mortas, sinto que falta algo que me faça continuar.

(Perco-me no labirinto que minha vida se tornou)

A vida... Não segue.
O mundo... Não gira.
Inerte, findado... Caio. Já sem forças para levantar, inicio aqui meu fim.
E que a sorte, que foi lançada bem longe de onde me encontro, possa encontrar alguém cujos olhos não sejam como os meus, mais vazios que a nuvem que agora colhe meu suor e o devolve com sua chuva ácida.

A decisão já não cabe mais a mim.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A era da (des)informação


Hoje em dia, com o estouro das redes sociais e o surgimento de vários sites de notícias, as informações sobre o que acontece no mundo estão ao alcance de todos. Sites são atualizados a cada minuto, esperando divulgar o maior número de notícias possível nessa fervorosa "era da informação instantânea".


Logicamente, há profissionais engajados em publicar fatos apurados e concisos. Porém, é lamentável que sejam a minoria, pois tantos outros preocupam-se em agitar o mundo com notícias apelativas, de caráter escandaloso ou catastrófico.

Informações de veracidade contestável são cada vez mais divulgadas em veículos de credibilidade duvidosa. Um indivíduo que se deixa influenciar facilmente lê essas notícias e as espalha aos quatro ventos com a velocidade de um clique. Ou seja, a pessoa entra em qualquer site, lê o título da notícia (muitos nem se importam em ler na íntegra) e sai "retuitando" por aí. Daí o surgimento de tantas polêmicas inúteis e brigas sem sentido em defesa de um ponto de vista sobre coisas que, de fato, nem aconteceram.

Cabe afirmar que uma das razões disso é que parte da população se fecha em um mundo superficial demais, no qual fica acomodada o bastante a ponto de não se importar com a qualidade da informação que recebe e sequer movimentar-se para assegurar se ela é verdadeira ou não. Não há mais aquela ânsia pelo questionamento; há, apenas, um pensamento de “ah, se teve mais de 100 retweets, então é verdade e blábláblá…”

Ainda fico na torcida para que, num surto, haja um pouco mais de racionalidade e coerência por parte dos veículos de comunicação, além de torcer também por uma sociedade mais questionadora e que busca conhecer antes de criticar.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mente

Olho por olho? Dente por dente?

Creio que é um pouco diferente.

Muitas pessoas lutam até morrer

tantas guerras santas sem saber

do imenso paradoxo que se faz

querer guerrear buscando paz.

Alguns me dizem que é vingativo, que castiga, sem dó nem piedade.

Mas como posso aceitar isso, se na verdade é puro amor e caridade?

Pois veja você: se é só amor, não vai castigar, se vingar de ninguém,

mas alguns não o veem assim; muitos ainda o tratam com desdém.

Abra os olhos, eu lhes imploro

pois ainda há como voltar atrás

E saindo desse mundo ilusório

logo um novo horizonte se faz.

Busque conhecimento, estude

para que não seja ludibriado.

Se tem dúvidas, vá, pergunte

pois ninguém nasce diplomado.

Se está aqui e não sabe a razão,

abra a mente, busque evolução.

Oi!

Um post aleatório só pra dizer que a short story nova tá andando (tô muito empolgado!), que essa short story de lit. fantástica tá parada, que eu não prometo mais nada por semana (hehe) e que, se tudo correr bem, vem novidade por aí. =D

Bora que a vida não para!

Abraços,
Ale

terça-feira, 12 de abril de 2011

short story - parte 8


Aos que seguem minha short story, peço mil perdões por nao ter continuado a postar antes. Vou tentar manter um capítulo por semana.
Abraços!


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“Então ele é um elfo!” Pensou Luna, após ouvir a conversa de Tisaro com as feiticeiras. Gostou de ouvir também que poderia confiar plenamente nele, mas ficou apreensiva sobre “morrer com mágoa no coração”.
Tisaro estava visivelmente preocupado. Após um tempo, reuniu forças para falar tudo o que sabia até ali sobre o que estava acontecendo:
- Luna, não sei muito bem por onde começar, mas o que está para acontecer é o seguinte: O alinhamento das três luas de Livano está para se iniciar, e esse é um momento bastante esperado para os moradores daqui, pois quando o alinhamento se conclui, a mágica de toda Livano se renova, absolutamente tudo se renova. Nossas forças, nossas florestas e água, assim como nosso ar. Como de costume, o oxigênio volta à nossa atmosfera lentamente por meio dos encarregados pela natureza e pela vida. Mas é um processo que leva certo tempo. Tempo o bastante para que vocês, humanos, não consigam resistir e acabem sufocando.
Ela ficou estarrecida. Ele continuou:
- Acalme-se. Tudo o que devemos fazer é chegar até Viyanum, e ficarmos atentos ao caminho que tomarmos, pois ainda não entendi muito bem o que as feiticeiras disseram sobre o que encontraríamos.
Luna ficou com muito medo, quis tanto dizer algo, mas ainda não conseguia pronunciar uma só palavra. Desesperada, começou a chorar aos soluços. Ao ver aquela cena, Tisaro se aproximou e disse calmamente:
- Calma, não tema. Enquanto habitar este lugar, eu a  protegerei. E dou minha palavra que nada irá lhe acontecer, e logo mais estará de volta à sua dimensão. Partimos pela manhã em direção aos anjos, certo?
Anjos. Luna imediatamente ligou a palavra à ideia de que ainda havia chance. Os anjos certamente iriam ajudá-la a retornar! Confiando neste pensamento, reuniu forças e controlou-se. A meta agora era voltar para casa, e deveria concentrar-se naquilo o máximo que pudesse. Sendo assim, prometeu a si mesma que empenhar-se-ia ao máximo em função deste objetivo.
- Vá descansar, amanhã o dia será longo.
Tisaro às vezes queria tanto que ela falasse! Gostaria muito de ouvir o que ela tinha a dizer, o que ela pensava...

Na manhã do dia seguinte, Luna levantou-se e não viu Tisaro por perto. Havia plantas, ervas, água em cantis, alimentos e algumas flechas. Pegou alguma coisa para comer, e fitou as flechas pontudas e o arco feito de um metal que ela não conseguia identificar. Quando Tisaro chegou, trazia consigo mais alguns suprimentos para a viagem, e estava acompanhado dos unicórnios. Era chegado o momento de começar a jornada.
- E então, vamos?
A resposta dela veio em forma de passos firmes, e olhar desafiador.
Ela estava pronta.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Não é pedir demais

Olá, pessoal!
Aos que estão prestes a ler o texto abaixo, sugiro que o façam ouvindo a música a seguir, pois sem ela o texto não terá o impacto que procuro causar.


Enjoy!

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E aqui estou, observando o luar. As nuvens passam devagar, escurecendo meu momento quando ofuscam as luzes da lua.

Tem sido tão difícil sem você aqui! Fico me torturando, tentando encontrar razões que me expliquem essa falta que você me faz.

Por que você teve que ir embora? Por que você não volta, não me traz de volta à vida?

Tudo parece tão sem graça sem tua presença. Não visito mais nossos lugares favoritos, não consigo mais sorrir quando a chuva cai. Afinal, que graça teria encharcar-me por completo se depois você não vai me esquentar? De que adianta ir aos parques que costumávamos ir, se eu irei perder meu tempo te procurando em cada rosto, em cada banco, em cada folha que as árvores deixam cair ao chão?

Fico pensando, pensando, pensando... Imagino o que você está fazendo, o que você tem feito, se está bem... se ainda pensa em mim. Como está levando essa situação? Será que também não está comendo, nem dormindo, nem sorrindo... Será que seus motivos, suas razões, suas desculpas te saciam a alma? São elas o bastante para te sustentar assim, tão só? Será possível que você não sinta falta do meu cheiro, da minha voz, dos meus braços te envolvendo, ou será mesmo que só eu me sinto assim? 

Será que um simples luar também te faz chorar? Também está chorando agora? Não me deixe aqui só com minha saudade, porque eu juro que não sei por quanto tempo ainda vou aguentar!!!

...

Hoje, eu demorarei pra dormir.

Mais uma vez, dormirei sem você.

Mas, sabe de uma coisa? Antes de dormir, ainda te desejo uma boa noite. Sempre.

Boa noite, meu amor.

Boa... noite.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Do ponto de vista de olhos cansados

Gotas de chuva ácida caem como chumbo de um céu cinza-aço e corroem o asfalto gasto das ruas opacas da cidade sem cor.

Carros são prata, brancos, pretos, lata. Pessoas frias e sem sorriso, com pressa, sem educação, agressivas, covardes, inúteis, inertes.

A vida é sem graça, sem rumo, ritmada por necessidades esdrúxulas e pela compulsão de comer lixo tóxico no almoço e guardar um pouco pro jantar, acompanhado de gosmas borbulhantes e um pouco de mato verdejante.

Vermes são sempre um ótimo aperitivo para as pessoas-zumbis que moram em suas casas ocas, trabalham como escravos em missões Kamikaze e vivem rindo da desgraça alheia por puro medo de se olhar no espelho e morrer do coração por causa do reflexo moribundo que seria revelado. Vomitam uns nos outros sem pestanejar todas as divagações que puderem inventar apenas para conseguirem um pouco de glória. Nadam na lama seca e descansam sob a sombra de um muro de lamentações que estão incessantemente construindo. Amontoam-se entre si todas as manhãs e noites num espaço ridiculamente pequeno, numa mistura de auras podres que se junta ao suave odor fétido do rio vistoso que corta a cidade.

Acham no sábado motivos pra gargalhar com zorras de total ignorância e choram no domingo porque a vida vagabunda só pode durar dois dias na semana. Alguns deles estendem para mais de dois dias, orgulhosos de estarem com dor de cabeça e se achando espertalhões por terem dado calote no serviço.

Gostam de vestir roupas desbotadas e torrar no sol forte. Quando se juntam, conseguem fazer valer sua palavra a tal ponto que até conseguiram colocar um palhaço no Palácio, para que ele possa representá-los exatamente da maneira que são enquanto ganha seus 26 mil reais, valor que seus benfeitores jamais verão nesta vida em tão curto espaço de tempo.

Plantam árvores de concreto que crescem em alturas absurdas, onde pássaros imundos cor-de-nada fazem seus ninhos com fios de cabelo seco e pintado que caem sem parar das cabeças das donzelas cadelas sempre preocupadas com seu mundo moído e miúdo.

Seus sorrisos são de plástico, tão descartáveis quanto suas personalidades, suas opiniões. Seus sonhos — o que é isso mesmo?

Da torneira sai lodo, do chuveiro não sai nada. Mas pra que água? Bom mesmo é ligar a TV e ver mulher pelada.

Mas as pessoas-zumbi, residentes das casas ocas na rua sem cor de uma cidade sem vida, estão felizes: está chegando o carnaval (só pra encerrar jogando uma pá de cal).

terça-feira, 15 de março de 2011

O Passeio de Sarah

Em um campo aberto, Sarah corria alegremente; seus cabelos dourados balançavam desordenadamente, parecendo acompanhar o passo de seu vestido turquesa; ainda não acreditava que tinha chegado a Bloomsfields a tempo de sentir o calor do sol da primavera e o perfume das rosas a desabrocharem. “Um verdadeiro paraíso!” dizia para si mesma a todo o momento.

Realmente havia algo de paradisíaco naquele lugar: um parque que mais parecia um jardim imenso, com a grama muito bem aparada e flores das mais diversas cores. Havia também árvores grandes e pequenas — sendo algumas frutíferas —, que formavam uma fila perfeita; escondido atrás delas, um riacho de águas calmas e cristalinas fazia um barulho suave. Os olhos de Sarah brilhavam e sua vontade era de que o tempo simplesmente não passasse, ou que não precisasse voltar pra casa tão cedo, ou que, se possível, seus pais se mudassem para Bloomsfields para sempre!

Perdida em meio ao grandioso jardim, ela encontrou um local propício para cear e sentou-se na relva. Banqueteou na presença de esquilos, à sombra de uma árvore alta cujo fruto era doce e macio. Após comer, encostou-se no tronco da árvore e se permitiu relaxar por uns instantes. Com o clima propício e a calmaria ao seu redor, dormiu.

De repente, ouviu um barulho estranho. Assustada, Sarah esfregou os olhos e tentou identificar de onde o som vinha. Percebeu que já era noite e temeu pelo caminho escuro que deveria fazer para voltar ao local onde seus pais estavam. Ouviu outro barulho muito próximo a ela. Tentou ficar de pé, mas, de súbito, o chão começou a tremer, fazendo-a cair imediatamente. Desesperada, pôs-se de pé da maneira que pôde e tentou correr para algum lugar seguro, mas o que viu em seguida a fez ficar estagnada: o chão estava se partindo em dois, e um imensurável penhasco se formava à sua frente, afastando-a do seu caminho de casa! Sem acreditar no que estava acontecendo, permaneceu ali parada, pensando em alguma maneira de contornar a situação.

Ouviu-se, então, uma explosão. Vinda da fenda, uma enorme cortina de lavas se levantou, resultando numa chuva flamejante que começava a incendiar as árvores do local que antes era um lindo jardim. Neste momento, Sarah se lembrou das histórias que ouvira sobre Bloomsfields ter sido construída no pé de um vulcão há muito tempo adormecido e tido pelos moradores da região como inativo para sempre.

Agora percebia que todos estavam completamente enganados no quesito inatividade.

Já não havia como voltar. Num misto de maravilha e terror, via as gotas luminosas cortarem o céu num espetáculo sem igual, queimando tudo o que tocavam. Sem ver outra saída, Sarah correu em direção ao riacho o mais rápido que pôde para não ser queimada pela atípica chuva, atirando-se nele e batendo pernas e braços assim que caiu na água.

Mas esqueceu-se que não sabia nadar.

Seus braços e pernas cansaram, e viu-se em completo desespero ao tentar se manter na superfície. Havia se afastado da margem graças ao esforço inicial que realizou e agora estava exatamente no meio do córrego. Com todo o ar que ainda tinha nos pulmões, gritou o mais alto que conseguiu para pedir socorro. Não houve resposta. Então, segurou o ar restante, à medida que via seu corpo afundar mais e mais nas águas fundas daquilo que outrora lhe havia causado uma grande sensação de paz e tranquilidade.

Vendo que não podia mais aguentar, Sarah cedeu. Soltou o ar e começou a engasgar incessantemente com a água que agora lhe enchia os pulmões. Em um último instante, pensou em como aquilo tudo pôde acontecer em um dia que tinha tudo para ser belo, único, lindo. Chorando muito, começou a tossir, tossir, tossir...

Acordou, aos prantos, engasgada com a saliva. Olhou em volta e viu que ainda estava embaixo da árvore perto do riacho e que o sol começava a se por. Limpou o rosto rapidamente e saiu correndo para o local em que seus pais, àquela altura, a esperavam preocupados, já que a garota havia saído para passear já fazia algum tempo.

Sarah jamais foi vista em Bloomsfields novamente e nunca mais ousou visitar uma região vulcânica.


quinta-feira, 10 de março de 2011

Será?

Estava pensando... Será que chegará o dia em que não escreveremos mais à mão? Não sentiremos o cheiro de livros novos ao voar por entre suas páginas? Será que tudo caminhará mesmo para o mundo virtual cada vez mais?


Será que todo o sentimentalismo existente numa carta se perderá? A digitação rápida e barulhenta finalmente se erguerá sobre o toque suave do lápis sobre o papel? Será que, daqui pra frente, não teremos mais o eterno companheiro de viagem — o bom e velho livro —, pois será trocado pelos e-books? Perderemos, então, a essência da leitura?

Será que, qualquer dia desses, já não haverá mais livrarias, bibliotecas? Tudo será on-line, a cliques de distância? Não haverá mais a caminhada à tardezinha com o sol a nos iluminar até a banca de jornal? Não haverá mais aquele furor de folhear mais e mais livros, ansioso por encontrar algum que prenda sua atenção?

Será que nosso futuro é querer tudo na mão MAIS AINDA? Será que estamos mesmo nos dirigindo a um futuro solitário, em que não haverá mais necessidade — nem vontade, consequentemente — de sair de casa? Será que estamos forjando nossa cela, sem lembrar de criar uma porta, uma válvula de escape?

A tecnologia é incrível, fascinante. Uso a Internet, por exemplo, todos os dias para trabalhar e estudar e me manter atualizado em relação às notícias do dia. Ferramenta pra lá de útil, sem dúvida alguma. Mas, decididamente, não quero dela mais do que o necessário. Afinal, diversão mesmo é ter contato com amigos, viajar pelo mundo (e não na web), e até deixar a mente fluir com um pedaço de papel e uma caneta.

Às vezes, para se ir longe, não é preciso nem virar à esquina. Mas até que seria bom dar uma corridinha até lá, de vez em quando. (se é que você me entende ^^)

Abraços àqueles que veem o mundo além da tela à qual estão se inclinando neste exato momento.



(Antes que me chamem de hipócrita, tudo o que escrevo aqui já foi escrito em meu “livro pessoal”, no qual rabisco memórias de um universo que ainda estou descobrindo — o meu próprio universo.)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

What is it to you?

(My first post in English! :] )
This night at the college my teacher asked me what is a paragraph. My answer was:


A paragraph for me is a door I open with words coming from my mind. Once opened, it leads me to an universe where I can create whatever I want and go anywhere I find interesting. I can reach the stars or go to hell. I can give birth and kill. I can destroy and build. I can make people laugh or make people desperately cry. I can be a hero or a vilain.
I can create ANYTHING.
I can be God.

Everything I have to do is set my mind free and let it take the wheels.


After such explanation, I told her she should try it sometimes. She gave me an A. It only means I'm right.

Now, it's my turn to ask. Dear reader, what is a blank paper to you?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

There and back again

Que se faça presente nossa vontade de expandir todos os nossos limites, de explorar o inexplorado, de chegar ao fundo do mar, de voar até as estrelas! Comecemos isso explorando a nós mesmos, fazendo de nossa imaginação a chave para todas as portas ainda trancadas na névoa que encobre o desconhecido em nossas mentes.
E que nossa coragem se faça maior que todos os nossos medos.

Seja bem vindo, novamente, ao meu universo.
Sinta-se à vontade. Sempre.


Ale.