terça-feira, 31 de agosto de 2010

A volta


É preciso muito mais que apenas acreditar. É preciso correr atrás.
Não há tempo pra lamentações ou desânimo. Se você tem todas as ferramentas em mãos, e se tudo está bem encaminhado, significa que está muito próximo do momento de redenção.
Não se preocupe tanto com o que acontece contigo, ou com o que deixa de acontecer. Tudo isso são pequenos testes que, se perseverar, colherá frutos fantásticos!
A vida está toda aí na sua frente, e tudo que tem que fazer é vivê-la sem receios. Pode ser difícil no começo, mas quando menos se espera o sorriso se estampa naturalmente em nossos rostos.
Por fim, caso você caia e se machuque, nem ligue! Levante-se e continue caminhando. As cicatrizes são provas de tentamos, erramos e crescemos.
Nada será como ontem, e o amanhã tem tudo pra ser maravilhoso!
As estrelas brilham em tom convidativo.
A lua parece sorrir.
Por que se sentir mal, quando dá pra se sentir bem?
Vivamos o presente e saibamos apreciar os segundos que passam por nós.
Temos tudo que necessitamos, e o universo conspira a nosso favor a todo o momento em que nos dispomos a tentar vencer!
Só depende da gente, tão unicamente da gente.


Vontade inigualável de sentir a brisa vespertina na pele e engolir o mundo inteiro numa só mordida!


Enfim, (ah, enfim!) sinto-me incrivelmente v-i-v-o.


Lights are shinning bright, my dear, and that’s just the beginning. =D

Parte 4

O velho ancião chamava-se Bog Dornol. Tinha pouco menos de um metro e meio e já tinha perdido a conta de sua idade quando fez 253 anos.
- É magnífico! Mas como ist..digo... ela veio parar aqui?
- Para isso eu não tenho explicação, é impossível que seres humanos habitem nossa dimensão.
Os dois olhavam atentamente para a garota. Ela, por sua vez, não parava de se perguntar como eles falavam a mesma língua que ela, que história era essa de outra dimensão e, principalmente, por que ela não conseguia dizer uma só palavra!
- Preciso voltar à minha tarefa. – Disse Sr. Dornol – quanto à ela, não pode continuar aqui. Descubra como ela entrou, e faça-a sair!
- Mas como? Ela não pode falar uma palavra sequer, como farei para achar o lugar por onde ela entrou? –Disse o jovem ao velho ancião. Mas este já estava fazendo seu caminho de volta à gruta de onde saiu, e parecia recusar-se a responder a qualquer outra pergunta. O jovem então decidiu apresentar-se, pois havia se dado conta que a garota agora estava mais confusa que nunca, e temeu por ela querer fugir, ou até mesmo entrar naquele estado de sono profundo (como ele mesmo denominou) que estava no momento em que a encontrou no chão. Chegou mais perto dela, e disse com clareza e calma:
- Bom, que falta de atenção a minha! No meio de tudo isso, esqueci de explicar-lhe algumas coisas... mas eu não fazia idéia do que você era, jamais havia visto um de vocês antes. Você deve estar confusa, não é?
Ela fez que sim repetidas vezes. Ele não entendeu muito bem o que aquilo poderia significar, mas continuou:
- Meu nome é Tisaro Alkug, da legião dos Noldyar. Este lugar maravilhoso é Livano, o mais belo de todos os mundos! Pelo que o Sr. Dornol disse, você é capaz de me entender. Isso provavelmente é devido à minha capacidade de adaptação ao ser próximo. Por isso você deve me ver e me ouvir como se eu fosse um dos seus. Tudo aqui funciona assim. É um mistério pra mim você não conseguir falar, porém conseguir ouvir e entender o que digo. Poucos são aqueles que cruzam as barreiras dimensionais, e os que o fazem sempre são seres superiores. Surpreendo-me por estar aqui.
Ela franziu a testa. Ele acabara de dizer que ela era um ser inferior! Tentou balbuciar algo, porém não obteve sucesso. Ele continuou.
- Precisamos achar alguma maneira de te levar de volta ao seu mundo. Mas, sinceramente, não sei nem por onde começar!