terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Nixplosion


(dá o play e depois comece a ler!)

 


Sentada na areia, esperando o Sol nascer, sinto como se o vento chamasse o encaracolar dos meus cabelos para dançar --- uma brisa suave e envolvente, que percorre meu corpo, tocando-me por completo e me arrancando sorrisos bobos.

Pequenos sopros do mundo que ziguezagueiam por entre meus dedos, trazendo com eles lembranças de momentos anteriores que me punha a dançar por mim mesma, apenas envolta nos sons e melodias que visitavam meus ouvidos.

Os primeiros raios de sol, então, dão o ar da graça num espetáculo quase psicodélico (assim eu o via através de minhas lentes, a partir do que traduzia a minha mente), dando cores ao que antes era só noite e estrelas. Em mim, amanhece também um sentimento em erupção, que cospe coração afora essa vontade viva de continuar aqui, existindo e experenciando o que esse mundo tem a oferecer. 

Sem perceber, cada poro de mim se faz vulcão e transpiro euforia e excitação; começo a tremer, me sinto arrepiar --- o sorriso agora, pelo que parece, veio pra ficar.

A Estrela Maior, imponente, se faz enfim visível ao horizonte, me desafiando a ir de encontro a ela. Sem pensar (uma explosão em mim!), levanto- me e corro em sua direção, vencendo cada onda que o oceano joga contra mim, até que o fôlego se esvai e me vejo jogada de volta ao raso. 

Mas de raso, daqui pra frente, só o da praia. Don't blame me, senhor Sol, por alimentar em mim esse furor incandescente de querer sempre mais de tudo, até do que ainda não me rodeia.

Até mais ver. Muito, muito em breve.




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