quinta-feira, 12 de agosto de 2021

I'm starting to find what I'm looking for

 
(dá um play antes de ler)

O caminho é tortuoso, mas começo a enxergar as minhas pegadas. A achar o caminho de volta!

Finalmente, estarei próximo ao céu estrelado, às gramas curtas e macias, ao barulho do mar e do calor da fogueira que canta ao som dos galhos estalando a cada vento que atiça a brasa.

Livre, enfim! Volto a me sentir leve, de bem comigo, com meu próprio universo a conspirar a favor de mim.

Passo a passo, metro a metro vou chegando cada vez mais perto de mim mesmo. Daquilo que eu admirava em mim. Daquilo que fazia meus olhos brilharem. É como se estivesse caminhando de volta à vida. E para longe dos dias que de tão longos pareceram séculos.

Dias de lágrimas, de dores, de sanidade contestada. Dias em que me perdi completamente em medos que nem sabia que tinha. Dias em que tudo em volta era cinza, sujo, seco e raso.

Dias que estão ficando para trás. Passo a passo. Passado.

Já consigo ver daqui as luzes da cidade e ouvir o riso das pessoas.

Sem perder mais tempo, rompo os limites entre o que era e o que agora sou.

Sorriso no rosto e vida pela frente. Que venha o que tiver de vir!

(é exatamente aqui que considero meu marco zero. Bem-vindo de volta, de novo.)

 

Ass: Alêénóis

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Por fim, o (re)começo.


Cambaleando pelas ruas cinzas, ouvindo o vento uivar, Ana conseguia distinguir as gotas geladas do choro do céu juntando-se às lagrimas quentes e salgadas que pululavam de seus olhos claros, inundados em arrependimentos e angústias. 

- Como pude deixar isso acontecer? Quando foi que eu me perdi de mim mesma? Quando foi que me perdi de...

Os soluços pareciam competir com sua voz trêmula e a venciam a cada fim de frase. Cada passo promovia um tropeço nas tantas palavras jogadas ao chão, enquanto outras retornavam com o vento, num eco constante de lamúria e decepção.

Mas ela continuava caminhando.

Continuava tentando vencer a interminável luta contra seus sentimentos, contra seus instintos. Ela queria só voltar a ter a vida de sempre. a ter vida. Já não sabia por quanto mais tempo sustentaria o peso de sua consciência sem que sua sanidade ficasse no caminho. Por isso se esforçava, lutava, rugia, chorava.

Por fim, caía.

Mas Ana, porém, queria a todo custo levantar-se de novo, mesmo sem segurança, mesmo sem garantia de que a próxima queda seria a última. Queria tentar novamente, ainda que só mais uma vez. Queria provar ser dona de si mesma; provar que conseguia, sim, vencer seus tantos eus que guerreavam entre si. Pôs-se, então, de pé, e buscando ordenar os pensamentos, deu o primeiro passo para fora da névoa tempestuosa de seu estado emocional. 

A chuva parava aos poucos de cair. Suas lágrimas, por fim, secavam.

- Deixe como está. Preciso seguir. 

Mochila de volta às costas, passado para trás. Próxima parada, o nascer do Sol. Seja lá onde isso for.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

It changes all the time

There are some people I miss having around. But, you know, I made some decision that changed me, as well as they did it to change them. We are not the same guys we were years ago. We became a bit of strangers with good memories of the past.

It’s just like that feeling you get when passing by somebody and thinking “oh, I know him/her” but consciously you know you never met him. I know them by sight, I know their names, where most of them live, but that’s it.

But there is an exception to this rule: the long-term friendships. Those that you barely talk to them, but when you do, it’s just like you saw them yesterday and everything between you always go perfectly fine. They know you so well they can guess your poker face or what you feel only by the way you write it. You are an open book to them, and vice-versa.

Sometimes I think that people I miss were actually colleagues, friends of a time or a cycle of my life. But I’m cool with it… It’s comforting to know that they were in my life and helped me when I needed at certain time/situation, and that I also helped them. Also, it’s even more amazing to know that a few of them — really a few — became friends by heart; those true ones I was just referring to.

So all I can do for now is thank them all for being part of my history, and take good care of the gold ones to always be ready to be there for them, because I’m 100% sure: they are here for me if I really need. =)



Let’s keep moving. The world doesn’t stop and we gotta keep up the pace.  

sexta-feira, 25 de março de 2016

It will take me time to get back on the wheels

(but I really hope I can go back to writing just as before, all over again).

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A WALK BACK INTO MEMORIES

[https://www.youtube.com/watch?v=2fnYTIP1XEI]

It’s been a long time since I came here last time. So much has changed.

I still remember all the little places I used to go, and while walking by those little streets of the town, I can’t help but to remember the good moments we’ve had together in here. Every pub we used to go, and all the walks we’ve done around the pond… All of sudden the feelings come back to my heart and mind, running fast through my veins and taking my breath away.

I still lose my breath because of you… Funny, right?

I wonder what you did to bury feelings and goosebumps inside yourself… (because they’re still there somewhere in your heart, right? You didn’t… You couldn’t forget everything forever… Could you?) Would these streets revive our times to you as well? Would it remind you how happy we used to be? Would it finally make you understand that there was no choice but to set ourselves apart? Would you then… Forgive… Me?

Oh well, who am I talking to. What actually do I wanna get with these thoughts? What is done is done, and I don’t even know which part of the world you are right now.

You could really have left a hint. Anything. I swear I would make my best to show you I’m still worthy. Because I am. I know I am… Right?
So much has changed. So many new colors.

But I’m still stuck in time, seeing you run from me at every corner I turn.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Dê lírios

(Ela me olha?)
Petrifico-me. Não consigo me mover, desviar de seus ataques. Indefeso, inerte. Tudo isso apenas ao te ver. Estonteante, você vem. Começo a tremer. Vai me matar ou me trazer a vida? Sinto seu perfume cada vez mais forte, a entorpecer meus pensamentos e tirar-me do corpo. Mas você já foi. E nem sei mais onde estou, ou quem sou. Se passar por aqui de novo, por favor, deixe minha sanidade em cima da mesa e eu a pego assim que acordar.
 
(Ou sou eu que olho?)
Sinto-me hipnotizado ao tentar desemaranhar tamanho mistério que seus olhos passam. São como labirinto, no qual me perco com extrema facilidade — ruas e mais ruas sem saída. Caminho, então, em busca de algo que me faça te entender, na esperança de encontrar qualquer detalhe que exponha as brechas em sua armadura. Quem sabe, ao achar seu ponto fraco, consigo por fim te decifrar um pouco mais.
 
(Se ela sequer olhos tem.)
As pessoas dizem que eu devo parar de sonhar acordado, de falar sozinho, de imaginar coisas. Dizem que eu devia procurar um profissional e que eu ainda posso me recuperar.

Tolos. 

Não percebem o mal que isso poderia me fazer e o que isso implicaria para mim. Afinal, se eu parar de pensar em você, meu amor...


 

...você não vai mais existir.